
Um novo relatório da ISC2, publicado em 2024, revela um cenário desafiador para a cibersegurança global em meio a pressões econômicas e à rápida adoção de inteligência artificial (IA) generativa. O estudo, baseado em dados de mais de 15 mil profissionais de cibersegurança em todo o mundo, aponta que cortes orçamentários e reduções de equipe têm dificultado a capacidade das organizações de proteger seus sistemas enquanto as ameaças digitais continuam a crescer.
Escassez de mão de obra e gaps de habilidades desafiam setor
O relatório estima que a força de trabalho global de cibersegurança conta atualmente com cerca de 5,46 milhões de profissionais, mas enfrenta uma lacuna significativa de quase 4,76 milhões de especialistas. Esse déficit aumentou 19,1% em comparação com 2023 e destaca a dificuldade das empresas em encontrar profissionais com as habilidades necessárias para lidar com as crescentes demandas de segurança. Mais de 60% dos participantes do estudo afirmam que essa lacuna de habilidades tem um impacto direto na segurança organizacional.
IA generativa: avanços e novos riscos
A IA generativa, ou Gen AI, está cada vez mais presente no setor de cibersegurança, com 45% das equipes já utilizando a tecnologia em suas ferramentas de segurança. Em outras áreas corporativas, 64% das organizações adotaram a IA generativa, o que, segundo os profissionais de cibersegurança, aumenta o risco de violações de dados e privacidade. “A IA pode ser um grande aliado na detecção de ameaças, mas a implementação não cuidadosa aumenta a superfície de ataque”, comenta o estudo.
Mudança no perfil de habilidades prioritárias
Com a expansão da IA, os gestores de contratação estão valorizando habilidades transferíveis, como resolução de problemas, comunicação e trabalho em equipe, acima de conhecimentos técnicos específicos, que podem ser complementados ou substituídos por IA. Essa mudança de perfil reflete a incerteza sobre quais habilidades técnicas serão essenciais no futuro. Profissionais de cibersegurança também demonstram interesse em habilidades não-técnicas que podem se manter relevantes, independentemente das mudanças tecnológicas.
Falta de estratégia formal para IA é um desafio
Quase metade dos profissionais aponta que suas empresas não possuem uma estratégia formal para a implementação da IA generativa, o que representa uma barreira para o uso seguro e responsável dessa tecnologia. Apesar de 90% das organizações possuírem políticas básicas de uso, 65% dos participantes afirmam que são necessárias regulamentações mais rigorosas para mitigar os riscos associados ao uso da Gen AI.
Além disso, a maioria dos profissionais enxerga a IA como uma oportunidade de desenvolvimento. Enquanto alguns temem que a tecnologia possa substituir tarefas, 66% veem a IA generativa como uma ferramenta de crescimento pessoal e 71% acreditam que a IA permitirá maior eficiência em suas atividades.
O estudo da ISC2 de 2024 traz à tona os desafios da cibersegurança em um mundo cada vez mais digitalizado e automatizado. Para lidar com as lacunas de habilidades e adotar novas tecnologias de forma segura, o relatório recomenda que as empresas invistam em desenvolvimento de habilidades e elaborem estratégias robustas para o uso da IA generativa, equilibrando a inovação com a segurança.
Com informações ISC2 Cybersecurity Workforce Study
Este post foi traduzido e resumido a partir de sua versão original com o uso do ChatGPT versão 4o, com revisão humana.